Essa continuação se deve especialmente ao fato de alguns artistas que eu deveria ter incluído na anterior, e ficaram de fora, seja por conta do meu esquecimento, seja por falta de idéia prévia.
Ainda seguindo a premissa do que eu escrevi anteriormente, não poderia deixar de fora coisas como Aviador Dro, da Espanha e suas músicas totalmente inspiradas em aparatos tecnológicos e suas respectivas conseqüências; Clock DVA, que eu costumo ver como o que seria se o Krafwerk tivesse uma visão mais sombria sobre a tecnologia, e é claro, Azul 29 e Agentss que deixam o Brasil dentro dessa lista com grande estilo.
Nuclear Sí, por supuesto! O hino do terror que a ameaça radiativa causava no nosso passado não tão distante.
La Televisíon es Nutritiva, acho que isso pode ser um ótimo retrato da infância de hoje em dia, mais uma das profecias musicais do passado não tão distante.
Vídeo da famosa The Hacker do Clock DVA, nem sempre a sonoridade da banda foi assim. Entre o fim dos 70 e começo dos 80, Adi Newton, que foi membro da primeira formação do Human League, preferia uma sonoridade menos eletrônica, Clock DVA no começo fazia um rock mais experimental, para partir para a música eletrônica só no fim da década de 80.
Agentss, uma das bandas brasileiras a seguirem esse tipo de temática, hoje em dia um pouco esquecidos, mas nem por isso desinteressantes. Obs: a capa no vídeo é do primeiro compacto, e não do segundo, onde saiu a música em questão.
Videogame do Azul 29, ao vivo no Gallery em 1984, casa noturna célebre na época, hoje em dia só existe nas lembranças. Atentem para os tipos da época.
E, é claro, para encerrar com chave de ouro, The Robots, do Kraftwerk
A era espacial não foi algo que passou despercebido na música, elementos disso podem ser facilmente percebidos em letras, estética visual e, em alguns casos a música em si tem aquele ar "futurista". Apesar do grande boom da música eletrônica nos anos 90, os anos dourados do sci-fi musical foram, para mim, anos 70 e 80. Provavelmente, não por coincidência levando em conta alguns eventos como: o homem pisando na Lua, o surgimento dos primeiros computadores pessoais e primeiros videogames, acrescente a isso filmes como Star Wars, 2001 e Star Trek, tudo isso somado ao estilo de vida caótico das metrópoles pelo mundo formaram uma poderosa e motivadora inspiração.
Uma observação superficial levaria a crer que esse fenômeno se restringiu à música eletrônica, mas não mesmo, o rock também teve lá seus representantes bastante expressivos, como Hawkwind e Rockets, duas jóias do "space rock" dos anos 70, com letras voltadas para temas futuristas e bases eletrônicas misturadas com guitarras. Ainda no lado rock da coisa, tínhamos também o Devo com sua paródia à extinção da individualidade, onde todos os integrantes da banda tentavam ficar o mais parecidos possível.
Sem dúvidas que não podemos deixar de fora disso o Kraftwerk, que pode ser considerado o maior representante da tecnologia dentro da música, tanto pelo estilo eletrônico, muitas vezes frio como máquinas, quanto pelos assuntos abordados pelas letras. Não deixemos de fora os Buggles, com a profética Video Killed The Radio Star, que por ironia, ou não, foi o primeiro videoclipe a ser exibido pela MTV americana, fazendo com que começasse a grande era dos videoclipes.
Houve também alguns que tiveram profunda influência por parte do cinema em sua música como os franceses do Droids do começo dos 80, que (como muitos já devem ter pensado) foi inspirado em Star Wars, o nome do hit deles, não por acaso, é The Force, acredito que possa ser enquadrado dentro da onda space disco. Indo além nesse tipo de inspiração temos os suecos do S.P.O.C.K., que, adivinhem só, fazem músicas inspiradas em... Star Trek! O maior hit deles é Never Trust a Klingon, pop eletrônico com senso de humor nerd.
A italo disco dos 80, que nem sempre é italiana, rendeu uma quantidade enorme de músicas e até bandas totalmente voltados para essas temáticas, bons exemplos seriam Cyber People, Laserdance, Koto e os farofentos do Radiorama e Video Kids. Também da Itália (de verdade) tem a banda Krisma com seu rock sintetizado, a música Cathode Mamma, uma grande homenagem aos aparelhos de televisão é quase um hino da sociopatia, na minha opinião.
E, para encerrar, Dee D. Jackson, que fez sucesso na era disco com seu hit Automatic Lover de 77, onde cantava sobre a desumanização do amor fazendo duo com alguém fantasiado de robô. O gosto é discutível, claro, mas vale a menção!
"I Rockets, il gruppo lider de la música electronicca", o space rock francês que foi incorporado pela italo disco de... ah, você sabe de onde.
Hawkwind e seu space rock que fala sobre criogenia e etc, também famosos por ser a banda de onde veio o Lemmy do Motörhead. Provavelmente os reponsáveis pelo nome dos mísseis das séries de jogos Nemesis/Gradius e Salamander.
Droids, mais space disco dos anos 70, com direito a performance e tudo, mais franceses venerados por italianos?
E "facebook killed the real life", o comentário que mais gostei sobre esse vídeo. Apesar do tanto que essa música é conhecida, vale dizer que eles têm muitas outras ótimas e também com essa temática futurísticaretrônerd.
S.P.O.C.K., o pop eletrônico dos viciados em star trek ao vivo.
Radiorama, inesquecível, você não vai esquecer nem que queira!
Laserdace, space synth, preciso dizer mais? Essa é minha versão favorita de Power Run.
Krisma e sua homenagem à TV "I like television sets, because they have voices, for when you are alone".
Dee. D. Jackson ensina sobre o amor no espaço, oh yeah!